A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (9), a operação Amphis, que tem como alvos três doleiros do Recife suspeitos de auxiliar um grupo criminoso que abria contas com documentos falsos ou em nome de empresas-fantasma. Ao longo dos últimos dez anos, a organização criminosa movimentou mais de R$ 200 milhões, segundo os investigadores. A operação teve início em 2014, com a investigação do grupo e, para esta sexta, foram emitidos 13 mandados de busca e apreensão no Recife, em Jaboatão dos Guararapes, Goiânia, São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro. O grupo, apontaram os investigadores, atua no Recife, em outras capitais brasileiras e no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Além dos doleiros, os alvos também são pessoas que se valeram dos serviços ilícitos promovidos pelos próprios doleiros. De acordo com o assessor de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, Giovani Santoro, a Justiça Federal também determinou o sequestro de contas bancárias e de bens comprados com o dinheiro movimentado pelo grupo criminoso. "Posteriormente, caso essas pessoas sejam condenadas, esses bens podem ser leiloados e esse dinheiro volta para os cofres públicos", afirmou.
Compartilhar
Usamos cookies e outras tecnologias para lembrar de você e entender como o site é usado. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa política de privacidade.