Pernambuco tem 1.548 obras paralisadas sob responsabilidade do governo do estado ou de prefeituras. É o que aponta o relatório anual do Tribunal de Contas do Estado (TCE), divulgado nesta quarta-feira (13). São R$ 7,25 bilhões em contratos e projetos que foram abandonados e ainda não beneficiaram a população. Mais de R$ 2 bilhões já foram gastos. No último ano, 337 obras foram auditadas pelo tribunal e outras 137 foram retomadas ou concluídas. No relatório divulgado no fim de 2017, eram 1.547 obras paralisadas. De acordo com o TCE, atualmente, 295 das obras paradas são de responsabilidade do governo estadual, o que representa um montante de R$ 4,28 bilhões. Outras 1.253 obras são vinculadas a prefeituras de 146 dos 184 municípios pernambucanos. O TCE afirma que os atrasos podem resultar em sanções, multas e até rejeição de contas públicas. Entre as obras paradas, estão o projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe, o Ramal da Copa, a ponte que liga os bairros de Monteiro e Iputinga, no Recife, e as reformas dos Hospitais Getúlio Vargas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Otávio de Freitas e Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), todos na capital. Em dezembro, era possível encontrar entulhos, infiltrações, focos de dengue, materiais deteriorados e documentos espalhados pelo chão, sem o mínimo cuidado, nas obras paralisadas do Hospital Agamenon Magalhães.
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