Na história de João Guilherme, de 10 anos, é perceptível que por trás da fragilidade há também muita força de vontade, a crença de que é possível. Ele nasceu com paralisia cerebral, mora em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, e andou sozinho pela primeira vez durante a cerimônia da primeira comunhão. O sorriso de João conquista a quem o conhece, é um menino carinhoso e com um abraço amigo. "Ele tem um abraço muito aconchegante", disse o padrasto Juliano Pontes. Para a mãe, Nalva Teixeira, o "abraço de João transmite paz". Levou algum tempo para a mãe de João perceber que ele não mexia as pernas. Ao se dar conta, ela começou a correr atrás de ajuda. No total, já são 9 anos de fisioterapia. "Ele faz [fisioterapia] segunda, terça e quarta em Caruaru e sexta no Recife", contou Nalva. Atualmente todos em casa tentam ajudar. O importante para eles é que João Guilherme se movimente. E o menino se movimenta da maneira que mais gosta: jogando futebol com o irmão. "A gente joga de dois a três dias por semana, uns 30 minutos. É bom para ele", falou o irmão do menino, Pedro Henrique.
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