Integrante de facção criminosa foragido da Operação Echelon acaba preso

  • A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (18), em Caruaru (PE), um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que dava sustentação e apoio a uma “célula” da facção criminosa que agia para ordenar e matar membros de outras organizações que ameaçavam o tráfico de drogas e as outras atividades ilícitas do grupo.
  • Renato Carvalho de Azevedo, de 28 anos, conhecido como “Fuzil”, foi flagrado com uma pistola, dois carregadores, 82 munições, seis telefones celulares, cinco chips, quatro facas, três documentos falsificados, 70 gramas de maconha e três motos e uma picape com chassis adulterados.
  • A prisão é um dos desdobramentos da Operação Echelon, que investigou esta “célula” do PCC. Em junho deste ano, policiais cumpriram 15 mandados de prisão preventiva por participação em organização criminosa na região de Presidente Prudente.
  • No entanto, no total, no dia da deflagração da Operação Echelon, a Polícia Civil prendeu 63 pessoas em 14 estados. Foram todos mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça em Presidente Venceslau.
  • Azevedo é o 64º preso da Operação Echelon.
  • Sete presos chegaram a ser transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em Presidente Bernardes (SP). O inquérito, com mais de mil páginas, foi concluído em julho deste ano.
  • A ação, na época, foi deflagrada em conjunto pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), e pela Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP).
  • As investigações começaram a partir de trechos de manuscritos encontrados nos esgotos da Penitenciária 2, em Presidente Venceslau (SP).
  • Segundo informações das autoridades envolvidas na operação, Azevedo, que também era conhecido como “XRE” ou “CB1000”, agia do lado de fora dos presídios, em São Paulo. Ele era um dos cabeças desta “célula” do PCC.
  • Ele já tinha três mandados de prisão expedidos pela Justiça: um em Campo Grande (MS), por homicídio – cuja vítima morreu decapitada; um em São Paulo, por integrar organização criminosa – a partir das investigações no presídio de Presidente Venceslau; e outro na Bahia, por um roubo praticado no município de Piatã.
  • O integrante do PCC vai responder também, agora, por porte ilegal de arma, entre outros crimes.
  • Segundo o delegado Éverson Contelli, da Unidade de Inteligência Policial (UIP), da Polícia Civil, o membro da facção preso nesta terça-feira (18) era quem autorizava a morte de inimigos do PCC. De acordo com ele, Azevedo era “peça importante” da facção.

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